18 de maio de 2015

Piquenique Cultural 2015

1. HISTÓRIA
A origem mais aceitável da palavra pique-nique vem do francês, onde piquer significa ‘comer com as mãos/ beliscar’ e nique algo de pequeno valor.
O pique-nique surgiu com a intenção de se fazer uma refeição no campo, seja ela almoço ou um simples lanche. Na era medieval, caçadas pela floresta eram organizadas pelas famílias reais, onde animais eram abatidos, preparados e comidos ao ar livre. Aos poucos esse hábito foi incluído na cultura inglesa sob o nome de picnic e, séculos depois acabou por ser desvinculado das caçadas e ganhou novas atividades, onde, por exemplo, cada convidado trazia um alimento, haviam apresentações de música e também, usavam-se talheres e louças, fazendo com que se parecesse ao máximo com uma refeição feita dentro de casa.
No Brasil, o português também apresenta sua variação: o piquenique. Esta atividade ocorre em parques e é organizada para que, de maneira casual e festiva, pessoas possam se confraternizar e fazer da alimentação um momento divertido.
Fontes: http://piqueniquese.blogspot.com.br/2012/02/como-surgiu-o-piquenique-takaiama-o.html e http://pt.wikipedia.org/wiki/Piquenique

2. TEMA: REGIÕES BRASILEIRAS E SEUS ASPECTOS ARTÍSTICOS

2.1 - Região Norte

  • Formada pelos estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins;
  • Os dois grandes expoentes da cultura nortista são: a celebração do Círio de Nazaré em Belém (PA) – uma imensa procissão católica em louvor a Nossa Senhora de Nazaré, sempre no segundo domingo de outubro; e o Festival de Parintins, onde no Bumbódromo, os bois Garantido e Caprichoso se apresentam enaltecendo as lendas e rituais indígenas e costumes ribeirinhos na forma de apresentações e desfiles.
  •  Danças comuns: Carimbó e Congada;
  • Culinária: Carne de sol, mandioca, peixes, tacacá (sopa de mandioca, camarão e jambú – um tipo de erva), muçarela de búfala. Frutas da região: cupuaçu, açaí, buriti, graviola, pupunha.
  • Artesanato: Bastante indígena: povos Karajá (plumária e cerâmica), Akwe (cestaria e trançados) e Timbiras (trançados e uso de sementes nativas). No Tocantins, destaca-se o uso do capim-cerrado para a confecção de potes, colares, pulseiras, chapéus e enfeites.
  • Os principais ritmos do norte são o Carimbó, o Calypso e a Marujada. A Dança do Carimbó é uma manifestação indígena. Essa música tem uma influência do batuque africano. Esse ritmo também tem influência das músicas folclóricas lusitanas, com castanholas na marcação das canções.

2.2 – Região Nordeste
  •  Formada pelos estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe.
  • O carnaval é um dos maiores evento desta região, especialmente em Salvador, Olinda e Recife. Em Caruaru (PE) e Campina Grande (PB) também há a festa do ‘Bumba meu Boi’.
  •  A capoeira é uma atividade muito típica desta região. Foi introduzida pelos escravos africanos como uma modalidade de luta e também de dança.
  •  Reisado (festas de Natal e Dia de Reis); Frevo (dança, variação da capoeira); Maracatu (dança, festa em Louvor a Nossa Senhora dos Negros); Festa de Iemanjá (Homenagens à Rainha do Mar); Lavagem do Bonfim (lavagem das escadarias da Igreja do Bonfim com água e flores).
  • Literatura de Cordel: pequenos livros com histórias em prosa ou verso sobre os mais variados assuntos.
  •  Artesanato: Rendas, redes, crivos, couro, cerâmica, madeira etc.
  • Culinária: pratos apimentados e com temperos fortes (carne de sol, sarapatel, vatapá, acarajé, farinhas, frutos do mar). Frutas mais comuns: ciriguela, umbu, buriti etc.

2.3 – Região Sudeste:
  •  Formada pelos estados: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo.
  •  Carnaval: eventos maiores realizados em São Paulo e Rio de Janeiro com desfiles de escolas de Samba.
  •  Fandango: Popular no litoral paulista; Dança com batidas de pés e rufados que podem se apresentar até meia-noite; depois a dança se torna valsada
  • Festas Juninas: comemorações ao estilo caipira em honra aos Santos Antônio, Pedro e João.
  • Culinária: muito diversificada. Pratos mais comuns: moqueca, feijão tropeiro, quiabo, feijoada, pão de queijo, virado à paulista, cuscuz.
  • Em Minas Gerais concentra-se grande parte da história do País na forma de museus e cidades históricas como Ouro Preto, Mariana e Tiradentes.
  • Artesanato: uso de materiais como cerâmica, bordados manuais e de tear, pedra-sabão e folhas de bananeira. 
  • Ritmos: Choro – ex: Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth e Pixinguinha, Caxambu - Essa dança é realizada por homens e mulheres que não necessitam estar em duplas. É formada uma roda e uma pessoa fica no centro executando coreografias. São diversos cantos entoados com a ajuda de tambores feitos com troncos de árvores. Jongo - Essa dança é uma herança dos negros e é marcada por formar uma roda de homens e mulheres. Um solista canta uma canção e as outras pessoas batem palmas e fazem movimentos. Os instrumentos musicais utilizados são tambores e chocalhos

                                                                   2.4 – Região Sul

  • Formada pelos estados: Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina 
  • Danças espanholas, como a tirana - Dança de pares soltos e com sapateios e o anu - uma parte cantada e outra sapateada. 
  • A festa de Nossa Senhora dos Navegantes, de origem portuguesa, é realizada em Porto Alegre no dia 2 de fevereiro, no rio Guaíba, onde centenas de barcos e milhares de fiéis devotos participam da procissão fluvial. É também chamada pelo povo de festa das Melancias. 
  • A Festa da Uva remonta aos inícios da colonização italiana no Rio Grande do Sul. Entre os primeiros imigrantes era hábito uma certa reverência à terra e à colheita, como elo de ligação entre as pessoas e como respeito pela dádiva do alimento. 
  • Dança de fitas - dança de roda em volta de um mastro colorido enfeitado com flores e fitas. 
  • Oktoberfest.
  • Culinária: inclui o barreado - um cozido de carne, chimarrão, churrasco, marreca – pato com temperos, pirão de peixe.
  • No Rio Grande do Sul, os estilos são praticamente o bugio, o vanerão, xote, valsa, chamarrita, além das músicas folclóricas como balaio, tatu, facão, pau de fita. Já em santa catarina um estilo que eles chamam de música de bandas que é parecido com a marchinha, e recebem também a influência do estilo gaúcho, além de residir No Paraná o mais famoso são os estilos internacionais como o Rock, já tendo recebido vários shows de bandas internacionais. As bandas nacionais no Paraná costumam tocar algo mais para alternativo.

                                                        2.5 Região Centro-Oeste

  • Formada pelos estados: Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul.
  • São manifestações culturais típicas da região: a cavalhada em Goiás - representações teatrais com base na tradição européia da Idade Média, luta entre os cavaleiros vestidos de azul (cristãos) ou vermelho (mouros), armados de lanças e espadas. O cururu, em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul - canto primordial do folclore mato-grossense, se classifica em sacra e profana. A sacra geralmente acontece após as orações aos santos de devoção popular e tem o objetivo de louvar ou homenagear aquele determinado Santo. A profana é aquela acompanhada pelos desafios e versos dos trovadores, por trovas de amor e uma variada coreografia totalmente masculina;
  • Culinária: arroz com pequi, sopa paraguaia, arroz carreteiro, arroz boliviano, Maria Isabel, farofa de banana, empadão goiano e os diversos frutos do cerrado.
  • O artesanato do Mato Grosso é conhecido principalmente pela viola-de-cocho e pelas redes bordadas, que atualmente são vendidas até para outros países. Se destacam também as bonecas de pano, artesanato em madeira e cerâmica.
  • Ritmos: Moda de Viola, ritmos paraguaios e argentinos.

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