8 de novembro de 2011

Artilharia Cultural: A Ilha do Medo


Nossos parceiros do Artilharia Cultural escreveram uma resenha sobre o livro A Ilha do Medo, que deu origem ao filme homônimo, de excelente qualidade. Confira abaixo a opinião da artilheira Larissa.


Teddy Daniels é um americano típico, veterano de guerra condecorado e agente do FBI. Sabe o que quer, é um homem da violência daqueles que não suporta ver injustiça… Na verdade, o personagem é muito mais complexo do que isso. Perturbado com lembranças de combate e pela sombra da falecida esposa, seu grande amor, morta em um incêndio criminoso. Ele é triste e intenso.

A gente aprende a segurar uma barra como essa (…) Não há alternativa. Como toda aquela merda que você viu na guerra, lembra?

Uma boa história precisa de um bom personagem, daqueles que fazem mocinhas se apaixonarem e rapazes se inspirarem. Um anti-herói é sempre um mérito, criar um protagonista atípico é um ótimo começo para uma narrativa que foge dos padrões.

Os homens da violência me fascinam.
Inicialmente publicado como Paciente 67Ilha do Medo, romance de Dennis Lehane, se passa na primeira metade dos anos 1950 e conta a história de Teddy Daniels, um agente do FBI que é enviado em uma missão, junto de seu novo parceiro Chuck Aule. Teddy e Chuck partem para Ashecliffe , primeiro manicômio judiciário dos EUA, localizado no em uma remota ilha, com o a incumbência de localizar a paciente fugitiva Rachel Solando.

A missão de Daniels entra em conflito com seus sentimentos pessoais quando o personagem passa a buscar o assassino de sua esposa, Andrew Laeddis, também internado no hospital. A obsessão de Teddy começa a custar sua sanidade. Durante a procura por Rachel e Andrew, os agentes se deparam com uma série de situações conflituosas envolvendo os médicos (Dr. Sheehan e Dr. Cawley) e o diretor de Ashecliffe, e, o que a princípio parece um caso comum, se desenrola em uma conspiração contra o Estado. O desfecho dessa história é surpreendente, e prende o leitor do início ao fim, com reviravoltas que confundem até o último momento.

Não havia tempo para pensar, o que era bom, porque se refletisse sobre o que ia fazer, nunca o faria
Dennis Lehane (1966) escreveu a obra em 2003 e segue a linha dos thrillers policiais pela qual ficou famoso. Com estilo noir, o autor usa de atmosfera sombria em histórias quase sempre violentas e regadas à muito suspense.Ganhou fama mundial com o best-seller Sobre Meninos e Lobosque, assim como Ilha do Medo, rendeu um ótimo filme.

Ilha do Medo proporciona momentos de tensão, de amor e ódio. Uma história com tudo que se tem direito, mortes violentas, paixões sufocantes, momentos emocionantes. Um mesmo personagem vai de vilão à herói e à vilão novamente e, ao fim, os papéis ainda não são claros. Um livro cujo leitor faz parte, pois o interpreta ao seu bel prazer. Uma história que vai muito além do que se vê, e se espera.

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