8 de fevereiro de 2011

Resenha: A Rede Social


Por algum motivo desconhecido a palavra nerd está em voga ultimamente. Ser nerd agora é cool, é ser o cara rico de amanhã. Já foi-se o tempo em que os nerds eram os meninos que usavam óculos e só tiravam 10 no colégio. Hoje o termo tem sido amplamente usado (muitas vezes de forma errônea) para definir este antigo estereótipo e suas “vertentes” que surgiram e desenvolveram-se no mundo literário, dos quadrinhos e, principalmente, do cinema.

E The Social Network não poderia ter aparecido em momento mais oportuno.

Jesse Eisenberg vive o nerd Mark Zuckerberg, idealizador do maior site de relacionamentos da internet, o Facebook. O filme conta a história de como tudo surgiu nos dormitórios de Harvard, quando Mark perde sua namorada e, talvez por vingança contra o sexo frágil, cria um site onde as garotas da universidade eram avaliadas afim de definir qual é a mais gostosa. Ajudando a desenvolver o código está Eduardo Saverin, o único e melhor amigo de Mark.

Após o sucesso desta brincadeira toda as atenções são voltadas para o seu criador, que acaba recebendo (ou roubando, dependendo do ponto de vista) novas ideias dos irmãos gêmeos Winklevoss e fundando, finalmente, o Facebook. Assim a trama está formada, com Mark detendo o crédito pelo site, os irmãos gêmeos acusando-o de traição e Eduardo entrando com a grana e movendo uma ação judicial contra seu melhor amigo. No meio disso tudo aparece o criador do Napster, Sean Parker, fazendo uma forte aliança com Mark.


O que faz toda esta confusão dar certo é a genialidade de David Fincher, que impôs um excelente ritmo para o filme, com diálogos rápidos (característico de Fincher) e cortes pontuais levando o espectador a todo momento para a história de Mark e trazendo-o de volta à sala onde o futuro da marca Facebook e de seu criador estão sendo discutidos.

Enquanto o tempo parece ter sido inimigo de Zodíaco, em A Rede Social ele passa completamente despercebido, pois a trama prende a atenção do espectador, a trilha sonora é super envolvente e os personagens são muito bem trabalhados. E muito disso se deve a Jesse, merecidamente indicado ao oscar de melhor ator. Sua atuação deixa o personagem no limiar entre ser um completo idiota e alguém que só deseja ser reconhecido pelo seu talento e obstinação.

Fincher nos mostra cada vez mais a sua versatilidade, provando que hollywood pode ter sim bons diretores e nos proporcionar bons filmes. Com 8 indicações ao oscar (contra 13 de Benjamin Button) e uma excelente receptividade pela crítica, A Rede Social tem grandes chances de se tornar o maior vencedor desta edição do prêmio e finalmente dar a estatueta de melhor direção para Fincher, que já passou da hora de ter seu valor reconhecido pela Academia.

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