21 de fevereiro de 2011

Resenha: Bravura Indômita

  
Tenho por mim que o que define um homem é ele saber o que precisa ser feito e ter a coragem necessária para fazê-lo, seja qual for o desafio, as dificuldades e os medos a serem enfrentados. Este senso de responsabilidade e dever é que faz a separação “entre os meninos e os lobos”. E é sobre isso que True Grit se trata, o mais novo filme dos já consagrados irmãos Coen.

Numa pequena cidade do Velho Oeste Americano um homem é assassinado e tem o seu cavalo roubado. Mattie Ross, na pele da jovem Hailee Steinfeld, é a filha de 14 anos deste homem e tudo o que ela quer agora é vingar o seu pai, para isso ela contrata o Federal mais durão que encontrou, Rooster Cogburn, vivido pelo extraordinário Jeff Bridges. Para fechar o trio temos o Texas Ranger Sr. LaBoeuf, interpretado por Matt Damon, que também está atrás do assassino, mas por motivos muito mais pessoais do que governamentais.


Logo no começo de Bravura Indômita já percebemos claramente a personalidade de cada um destes personagens. Mattie é uma menina que apesar da pouca idade possui muita fibra, força de vontade e uma lábia poderosa. Cogburn está perto de se aposentar como Federal, é beberrão mas mesmo assim atira muito bem com a sua pistola. LaBoeuf é o elemento mais fraco do trio, demonstra insegurança em suas ações e pretende prender Tom Chaney, o assassino, somente para ascender em sua carreira. Mesmo com suas singularidades e diferenças eles se unem para caçar a pele de Chaney.

Quem esperava ver um filme sério e pesado de faroeste, como eu, irá se decepcionar. Bravura Indômita transita entre o drama e a comédia o tempo todo, não aquela comédia escrachada, mas no formato de diálogos engraçados feitos para quebrar a tensão. Uma boa maneira de classificá-lo seria uma aventura com uma boa argumentação, uma história sólida e bons momentos de drama misturado com ação.

A relação entre Mattie e Cogburn é que dá forças ao filme, ambos merecidamente indicados ao oscar. No entanto, ao longo de todo o filme tive uma impressão de déjà vu, pois aqui se repete a clássica história do cara durão que protege a menina “indefesa”, bem como os seus interesses. Muitos diálogos e, principalmente, a sequência final de ação remetem demais a “Os Imperdoáveis”, uma obra prima de Clint Eastwood e também a “O Profissional”, de Luc Besson. Muitos outros filmes possuem este mesmo “estereótipo”, deixe nos comentários se lembrar de mais algum.


Esta nova obra dos Coen garantiue-lhes 10 indicações ao Oscar, sendo algumas de muito mérito e outras nem tanto. Jeff Bridges fez um excelente trabalho mas não vencerá Jesse Eisenberg e Colin Firth. Diferente de Hailee Steinfeld, que deve faturar a sua estatueta graças à grande Mattie Ross, que faz juz ao título do filme. Os principais prêmios, que foram conquistados há poucos anos com “Onde os fracos não tem vez”, passarão longe das mãos dos Coen desta vez (sem trocadilhos infames).

5 comentários:

  1. VAi passar o original (de 1969, com jhon wayne) no cineclube capivara dia 26, apareçam lá

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  2. Cineclube das 6 volta às atividades quando?

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  3. Logo na segunda ou terceira semana de aulas da Unifei.

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